Thursday, January 12, 2006

Vamos ver novela.



Olhemos ao nosso redor... vamos louvar o espaço que não há!
Vamos louvar os belos cenários inexistentes com flores belas, pessoas felizes e sorrisos sem jeito (novela das oito).
Vamos pintar a imagem daquela criança que não vimos comer em um dia todo. E fazer rodas de ciranda em torno de um abraço que não há!
Que sejamos felizes! Ah! Que sejamos os louvadores! Que não louvam dores... Louvemos o bom! O bem! Louvemos o que não há para todos! Louvemos a oportunidade! Pois nem todos têm a oportunidade de louvar!
Que as crianças que morrem cedo, acordem em berços de ouro! Ah! Louvemos a segunda vida... Aquilo que não há (novela das seis).
Sejamos louvadores do quixotesco mundo belo. Sejamos felizes!
Sejamos Rebeldes.

Vamos correr pelados em torno de uma fogueira! E nos embebedar até ficarmos tortos! Vamos discutir coisas banais e falar que a terra é uma merda! Vamos fingir, ah! Finjamos unidos que o mundo é um quadro e que os infelizes são figurantes de nossa estória. Tenhamos certeza, tenhamos certezas, tenhamos a certeza.. pois a certeza de não ter nada... não é tão interessante assim.
Que o mundo compreenda que ter uma espinha no nariz é pior que não ter um futuro.
Que o mundo compreenda que minha compreensão tem seu próprio mundo. Que o mundo mude de cor... pois azul e verde é uma combinação tão brega. Que o mundo saiba - “eu oro todas as noites pelos desabrigados e esfomeados da Somália” – Alguém ouviu isso? Ahn?

O mundo é um monstro imundo.. e eu? Ah! Estou vendo TV.

Industria da Beleza

Introdução

São muitos os filósofos e historiadores que assumem uma mudança nos padrões morais e, em função disso, comportamentais de uma sociedade. O que não se pode afirmar é se essa evolução é positiva ou negativa. No entanto, racionalistas do século XIX já haviam afirmado que a “moral” é uma verdade relativa a fatores como tempo e espaço. De maneira que trata-se de algo atemporal. Historicamente, vemos, inclusive que as normas comportamentais sempre foram regidas por uma instituição que, de certa forma, lucrava com isso.

O clero, por exemplo, durante muito tempo controlou as pessoas através de “temores além do mundo”, como o inferno. Criando uma opressão espiritual que garantiu por séculos a supremacia da igreja na sociedade. E isso é uma forma de lucrar com os valores morais da sociedade.

Vemos que hoje, a igreja não oferece a mesma opressão espiritual e física e por isso, as pessoas “precisavam” de algo que trouxesse um sentido de vida. Algo ou alguém que lhes fizesse viver por algo. Mas quem seria esse herói? Quem daria um sentido a massa social?

Eis que surge, entre as negras nuvens da ganância, o capitalismo. Que vende sonhos, felicidades e amor...

Tópico I

Uma das principais características do capitalismo é procurar consumidores em demasia. Mas para que tal busca fosse mais funcional, necessitava de um agente mediador, entre o capitalista e o consumidor, e propagador de suas ambiciosas idéias, que soubesse expor seu desejo de uma forma positiva, mas não menos intensa. E então nasceu a “propaganda publicitária” que, através de pesquisas sociais e psicológicas, constituiu um plano de reeducação de consumo (um sistema complexo, quase infalível). Que tinha como principal objetivo o consumismo desenfreado. Esse agente age em diversas áreas, mas nesse caso ele aparece como o causador desse delírio estético. Onde as mulheres não só consomem, mas também são consumidas por produtos e produtos, de mais uma ambiciosa industria estética.

Tópico II

Os objetivos estéticos chegam, inclusive, a vazar a barreira do que é fisiologicamente viável. Trata-se de uma agressão ao corpo humano, algo anormal. Pois é um ideal além do que nossas estruturas corporais poderiam alcançar. Eu vejo isso como uma espécie de “comunismo capitalista”. Pois é uma empresa querendo vender formas iguais. De maneira que aquele que está fora dos padrões estéticos, está tão somente fora da nova sociedade. Então, encontramos delírios semelhantes ao dos fanáticos religiosos, ou pior. As meninas para não ficarem fora desse novo grupo de “humanos ultra-humanas”, acabam tentando contra o próprio corpo e com isso, não conseguindo VENCER, ficam infelizes e deprimidas. Mas quando tocam o inalcançável, pagam pelo crime de serem humanas e desejarem parecer uma idéia “perfeita”.

Tópico III

Como é uma filosofia de lucros e lucros, eles trabalham de uma forma que vai além dos conceitos inescrupulosos. Pois eles se fazem de médicos e curandeiros das nossas “deficiências”. Então a pergunta que paira no ar é: - Que deficiência? Dentro de um ponto de vista lógico, observamos que ser deficiente é necessitar de algo que supra essa deficiência. Imagino que, a priori, a medicina tem como objetivo acabar com as doenças, combatê-las e não produzi-las. Porém, nossa tão estimada industria de beleza, age da forma oposta! Pois o lucrar faz com que ela veja mais e mais deficiência para que possa vender mais “alguma coisa qualquer” que a esconda durante um tempo.

Tópico IV

Nos comentários anteriores, procurei frisar bem as idéias, aqui mencionadas, sociedade de consumo e aparência em prol da existência e agora procurarei falar mais, do que chamo, “feiúra pecadora”. Impressionante como as pessoas vivem em função de valores vendidos por uma instituição dominante e, mesmo sem refletir, os seguem. Como ‘valor’ entendo, nesse caso, como sendo uma ideologia constituída em função de uma ‘meta’. Que no caso dessas empresas é lucrar... Então, aquele que está dentro dos valores ideológicos da empresa é o cara bom. Mas aquele que ousa ir contra eles, independente do porque, não passa de um cara mau. E através disso, os valores ficam cada vez mais inalcançáveis e a aristocracia das verdadeiras belezas fica cada vez menor. Em contra posição, tudo o que não está acoplado nos critérios estéticos, é visto como mal, comum e banal...

Tópico V

“Os valores de uma geração é o que faz da geração, uma geração de valores”. Cada dia que passa que passa, os conceitos ficam mais deturpados e os erros mais sutis. As pessoas que nascem em nossa época tem direito a informação, mas se não souberem discerni-la, de nada adianta. De igual forma, uma menina que nasce e desde pequena se relaciona com esses valores “culturais”, reproduz a idéia que apenas ouviu. Torna-se propagadora da idéia, ou valor, absorvido de sua ATUAL GERAÇÃO. De maneira que pensemos como Marx, “o homem é fruto de meio em que vive”. No caso das meninas, vemos que no final do séc XIX a visão ainda se conservava e se manifestava contra a “opressão” dos pais da época. As meninas tinham como verdades os sentimentos uma das poucas coisas que tinham acesso absoluto. Mas também pode ser visto como a conseqüência de uma visão mais conservadora. No entanto, as meninas do final de século XX, já aspiravam um outro ar, menos denso, que permitia a esta exacerbar na beleza. Uma coisa que, anteriormente era vista como vaidade. O problema é o exacerbo, a demasia, como afirmavam os gregos, é a causa do declínio humano.

Tópico VI

“Não há maquiagem que embeleze uma alma atormentada...”. Sim, talvez os meios de comunicação, a globalização de um modo geral ou até mesmo a publicidade sejam culpados pela propagação dessa praga, que é a neurose estética (como define a promotora). Mas não há forma alguma de impedir a globalização em prol da alma saudável. Pois ela é apenas uma faca que corta para os dois lados, mas que acaba (infelizmente) sendo manejada pela classe dominante. O que importa é que as informações positivas e negativas estão lançadas. Aguardando que um bom pensador (que deve ser o ser humano) as analise e conclua o valor, agora o real valor, que elas devem ter. Vamos viver em função da aparência? Como manequins animados? Ou vamos trabalhar em função da nossa essência? Que com certeza nos dirá quem somos.

Saturday, January 07, 2006

Tenho andado


Ando lendo alguns livros, ando comendo coisas saudáveis, ando na chuva, ando filosofanto sozinho, ando, ando, ando... "Quando chegarei em alguns lugar?".. Ando pensando nisso...

A Velocidade do Amor

Assim que nos pegamos pensando no amor e em como acontece, é provável que tentemos descobrir o “tempo médio” que o amor leva para se manifestar, para ser, para acontecer. Para um apaixonado em potencial, que ainda não encontrou o sentido do seu PATHOS, amar é pensar no amor. Desenhá-lo e, de uma forma meticulosa, descrevê-lo. Dando uma certa mistura de cores ao amor.

Como aqueles segundos que antecedem o sono, ficamos deitados com os olhos concentrados no aformico pensamento, brincando de idealizar. Quando nos damos conta, até a mais real das lembranças fez parte do sono. Como se tivéssemos começado a sonhar no instante em que deitamos. Ah! Assim é amar! Começamos a amar a mulher-amada no instante em que pensamos em sua existência, que ficamos dando cores a sua face e que colocamos som nos lugares em que a vemos.

O amor tem sua velocidade oculta por seu sentido a priori no amante. O amante não pode calculá-lo por não lembrar mais a “hora que cochilou”, ele aconteceu (o amor, assim como o sono). E supondo que seja um não-amante que calcule, torna-se inviável o sucesso do cálculo.. pois para conhecer o amor, é preciso amar.

E amar é ver a Luz dos Olhos.

Sunday, October 30, 2005

A Loucura da Razão

“O discernimento da razão se faz na lógica do enunciado que estabelece a negação como princípio de sua afirmação.”.
“A negação como princípio...” Talvez contraditório, mas quando compreendido que o NEGAR deve-se ao, anteriormente experimentar, veremos que a lógica é nesse ponto empírica. Nossa moral deve ser um meio, uma ponte de passagem entre o passado e o futuro, somos o presente. A evolução social (moral) deve-se a transgressão ou a ruptura das INTERDIÇÕES, um novo experimento para o que antes era errado.
A busca por si mesmo do homem, leva-nos a uma postura paradoxal, pois sugere que cheguemos e alcancemos a finalidade do ser humano, mas essa “finalidade” será alcançada graças a negação de milhares de finalidades, (onde queremos chegar?). O homem deve ser um constante superar-se, mas será que deve alcançar o super-homem de Nietzsche? Não seríamos nós super-homens, quando comparados com os “homens do passado” que superamos? Tais indagações residem no conflito da relatividade, dada ao não determinismo das ações humanas. A divergência de opiniões, leva-nos a afirmação mais paradoxal que existe, a afirmação cética que diz: “Toda a verdade é relativa”. Pois caso isso seja verdade, invalida-se no simples fato de ser, também, relativa. Existe alguma verdade absoluta?

Friday, October 14, 2005

“TUDO É IGUAL, NADA VALE A PENA, O MUNDO NÃO TEM SENTIDO E O SABER ASFIXIA”.


“O próprio mundo é um monstro imundo”
“Para que viver? Tudo é vão e nada vale a pena”
"Quero ver quando esta porra de humanidade acabar e onde a porra da filosofia vai parar" (sim, falaram isso).


São as vozes que Nietzsche define como provenientes de uma massa cansada, desesperançosa e, porque não, tola. Pois “para o porco, tudo é porcaria”, de igual forma, para uma vida sem sentido, o mundo não tem sentido. E uma vez que o mundo não tenha sentido, nada vale a pena e o saber, torna-se asfixiar-se da loucura.

Assim, muitos, retorno a dizer como uma vez havia mencionado, “muitos não tem idéias e continuam de uma forma aleatória tentando induzir o mundo ao mesmo”... Uma espécie de politicagem baixa e sem verdade alguma. Pois este prega sua indiferença em um sistema falido, no entanto não percebe que é mesmo peso morto que faliu o sistema. Pois, ao contrário do que esses tolos afirmam, uma pessoa sem idéias é uma contra-posição sim, a quem tem o que fazer. As palavras são as pontes ilusórias nas quais transportamos as verdades de nossa mente. Pois bem, imagine uma mente sem verdades, de que servem então essas palavras? Porque não calam-se? Porque eis sua verdade: “Eu tenho medo dos olhares decididos, eu tenho medo dos criadores de novos valores, eu tenho medo dos idealizadores.” E esse temor, faz que o rato que anteriormente habitava o canto de uma sala, morda. E tente ferir aquele que cometeu o pecado de acreditar em algo. Assim como uma cobra, esse “sem-idéias” lança-se no pescoço do idealizador, mata muitos. Muitos que estão começando, muito embora, para aqueles que tem plano, esse veneno é muito ralo.

A muito tempo penso isso, e a muito tempo penso em uma forma de desabafar. Pois é impressionante como pessoas ainda costumam dizer que, a apatia, a indiferença e a imparcialidade são as grandes indicadoras do caminho da vida (encontrando aí um paradoxo), pois na cabeça desses tolos, o mundo não roda. Mas, se vemos as coisas em um ângulo mais claro, apatia é uma palavra que tem sua origem como sendo a negação da palavra grega PATHOS, que significa, viver por e sofre por. No entanto, enchem o diabo da boca para falar: “A APATIA É O SENTIDO DA VIDA” (o não viver seria mesmo o sentido da vida?, ahn?)

Thursday, October 13, 2005

18 anos..

Foram muitos os meus presentes. Alguns bacanas e outros tristes. De todos eles posso destacar o meu ollie fora da borda quase na altura da grade de proteção, posso destacar meu blunt nose grab to fakie na minha ex-profissional-vicional de skate. Que com certeza, será inesquecível, como todas as coisas que eu chego um dia a amar. Outros pontos positivos foi o fato de eu ter começado a desenvolver minhas próprias idéias sobre o que leio (que não é tão fácil) e poder a partir delas desenvolver minha ideologia dos 17 anos, que por sinal, é a idade que até agora, mais amei. Claro, existiram pessoas que contribuíram cronologicamente falando, em momentos diferentes, mas todas essas pessoas colaboraram e me auxiliaram a poder ver o mundo com um olhar, não digo nem critico e nem filosófico, mas falo de um olhar satisfatório. Não seria justo falar de todas, poderia correr o imenso risco de, por uma memória ruim, esquecer de citar UMA. E nossa! Eu aprendi a dar mais valor ao UM do que ao MIL... no que concerne a pessoas... NÃO DINHEIRO! (kkk)

18 anos, politicamente falando, é uma droga. Pois eu odeio a obrigatoriedade do voto no Brasil. Sei que devo participar, mas acho que isso deve ser espontâneo e não é. Fazemos parte de uma política que usa de manobras sujas para se manter no poder (um dia falo disso, o que acho), a obrigatoriedade do voto, não é um acaso. Como diz Ilton, meu professor de religião, “em uma sociedade pensante de castas dominadoras, não existe acaso.” Concordo, o acaso é como o destino e talvez tenha a ver com a URUCUBACA que Lula, meu amado presidente, citou. Claro, “não há determinismo”, “não há destino pré-estabelecido”, “não há acasos constitucionais” e com certeza, na minha opinião, não há urucubaca, a não ser... aquela, na qual fundamentamos nossa desculpa de insuficiência e incapacidade... falei demais? rss

Nos estudos tenho me mostrado meio “ÃH!”, como meu tio diz, se baseando em uma música do pensador. Estou me esforçando, mas minha filosofia sobre a escola é: “Se a escola atrapalha seus estudos, livre-se dela”... tsch, tsch, tsch... Não, não penso assim. Foi apenas uma brincadeira maldosa, em cima de uma instituição tão funcional e nobre do nosso tão estimado ensino-público. Estou lisonjeado por fazer parte desse tão integro, no aspecto de completo, estudo... Sabe, dizem que tenho traços daquela corrente filosófica, os Cínicos. Rss...

Na família, tenho que ser sincero, minha avó me respeita, meu tio é apaixonado por minha sabedoria, meus primos me obedecem, minha tia (minha tia não tenho o que ironizar), minha irmã não é ciumenta, meu irmão de 15 não é trash, meu irmão de 12 não é inteligente, meu irmão de 10 não é inventor de teorias bizarras. Hahaha... sem falar que todos eles me obedecem, chego a hora que quero e se eu tiver fome, Tio Julio vai cozinhar para mim. Nossa... dei para mentir... mas fazer o que? Se minha família fosse isso, não seria perfeita. Eu os amo. Amo minha prima Cris, que é uma excelente escritora, como meu tio, escritor. Claro, prefiro chamá-los de escrevedores. Os dois, foram os primeiros a me apoiar e a colaborar para o que eu sou hoje (a culpa é de vocês). Da Cris por me emprestar “O Mundo de Sofia” (tenho que te devolver, sei, rss). E do meu tio, por me encher o saco com a moral de Kant. Tipo, não tenho família melhor mesmo... os amo muito. Isso é verdade, não mentira e nem ironia.

Já na vida de amigos, tenho apenas alguns da “minha idade” e que fazem o mesmo que eu, andam de skate. Tipo, sei que somos paradoxos, o menino lá da pista acha que Hamlet é alguma coisa de comer. Enquanto eu e os garotos sabemos que se trata de um desenho animado dos anos oitenta (sacanagem). Eu nunca confiei no Calel, para ser sincero, minha amizade com ele consiste em usufruir de sua imensa sabedoria. Uma vez passávamos por um MENDIGO (para o calel entender, nada demais) e para terem uma idéia do respeito que o Calel impõe, o mendigo pediu dinheiro a ele, que disse não ter (mentira), então o mendigo exclamou: “Então, vai pra porra”... nossa, não sabem como foi engraçado. O Tadeu é um cara inteligente, escreve um português oriental (suas letras são lindas) e anda razoavelmente bem de skate. Gosta de filosofia e tem uns “porquês” interessantes, nos quais abstraímos e chegamos a infinitas conclusões. Já o Minho é o mais chato de todos, não sabe ler, não sabe escrever e não sabe andar de skate. Mentira, o muleque é um gênio dos computadores e MATA no skate (não de rir). É um cara com uma opinião legal, simpático, bem humorado e, as vezes, meio rancoroso. Eles sabem que os amo. Hahahaha... verdade, os muleques são meus amigos e os estimo muito. Como Cícero, que valoriza os amigos e subestima os inimigos, assim sou eu.

Já na minha vida amorosa, encontrei uma escrevedora e com ela casei. Ela é linda, fantástica, inteligente e tem bom gosto. Pois gosta de mim (kkk), brincadeira? Não sei.... Sei que ama ler, escrever, ouvir musica, discutir... foi feita para mim, Pandora. A primeira mulher da terra, segundo a mitologia greco-romana. Estamos em uma missão, ultimamente, damos uma de Hesíodo e Platão e estamos com um projeto legal, o qual, por enquanto é segredo. Sei, que ficará demais e compartilharei com vocês, APENAS QUEM CHEGOU AQUI, NO TEXTO... os outros que pararam na 5 linha, não... ouçam bem. Sabe, ela é demais mesmo. Em vários aspectos. Estamos recém-casados (risos) e degustando da melhor coisa da vida, o amor. Sim... Um dia falo mais sobre...

Entãoooooo (cheio de “o”, mania herdada da Rafaela, que é a pandora), até mais e obrigado aqueles que lembraram do meu aniverário...





Yochan Beck.

Thursday, October 06, 2005

Profecia contra o Medo

Ouça-me, amada sombra, não mais temo dirigir-me ti. Antes porém, ao contemplar-te, sacio-me com o velho bobo que habita aí.
Um velho bobo que se outorga sábio;
Um velho bobo a quem chamam “Medo”.
Sai daí, tu e seu filho, Receio!
Sai daí, tu a quem vulgo, Temor.
Encontre a sombra e seja vencido.

Não é esse o motivo de sua existência!?
De todos aqui, és o mais infeliz.
Ah! Medo... Aquele que empaca vidas, tem por destino ser vencido.
Pelo forte brilho de um amor sincero;
Que irá apagar a sombra a quem chama “casa”.
De todos nós, és o mais o mais covarde;
Pois sabes bem o que te aguarda, seu destino.

Ora irmãos! Não percebem o quão intenso é o medo em pouco tempo?
Não percebem o quanto ele é veloz no tentar consumir o inocente cordeiro?
Não percebem, que o inimigo do Medo é o Tempo?

Ele, o Medo, debate-se, ira-se e se vinga nos inocentes que lhe dão ouvidos.
Mas agora, eu profetizo, “O MEDO VAI MORRER!”
Queres saber o que lhe promete o Tempo?
Pois então ouça:

Ontem, quando me recolhi em silêncio, pus-me a pensar sobre o Medo;
E então, o Futuro me falou assim: “Sabe, Adivinho, a muito tempo observo o medo. Há muito tempo o vejo agir. Ele é sutil no apresentar-se, mas voraz no consumir. No entanto, meu caro, ouça o que farei ao medo, quando ele em mim chegar. Quebrarei suas pernas e ele não terá para onde correr.”

E eu observei – Claro, pois no futuro as sombras do amanhã se extinguirão, e o medo não terá para onde correr. Pois tudo estará nu, diante do sol do futuro conhecimento.

E o Futuro continuou – “Perfeito, o medo não terá mais pernas para correr e nem lugares para se esconder, não mais haverá o que temer. Eu pegarei o medo com minhas mãos e, após humilhá-lo, o devorarei, como um morto de fome que a muito tempo deseja um pão. Estou faminto por ti, medo”

E após essas palavras, refleti sobre as palavras do futuro, concluindo dessa forma: “Se tens medo hoje, espere, agüente, que o amanhã o devorará como um pão”.




Yochan Beck

Tuesday, October 04, 2005

Malignos Amantes

Lá vou em mais um culto aos texto que julgo interessantes. Eu li esse poema e achei bárbaro, por dois aspectos. Primeiro, não tenho muita paciência para muitos poemas românticos, pois acho que em sentido de textos, não sou bom com abstrações (meio burrinho? rss.. não serei eu quem responderá. kk). Mas acho que isso tem a ver com gosto, de um modo geral. Então para eu ler e falar que está bom, na minha opinião, tem que ser muitíssimo interessante. O segundo aspecto que me fez postá-lo tem a ver com o que eu senti ao ler. Eu imaginei o amor de dois vampiros e achei que o poema sabe descrevê-lo mais do que eu, se tentasse. O texto é de uma menina chamada Rafaela, uma promissora escritora que está aos poucos demonstrando-se mais audaciosa e capaz. Não são todos que escrevem poemas estruturados classicamente, que conseguem não torná-lo um saco. Isso é um elogio, ela não deixou, ou melhor, não deixa nenhum deles se tornarem fardos literários. (acompanho mais de seus poemas) rss... Ela é uma jovem escrevedora.. hahahaha


Malignos Amantes:

Na resolução da morte,
No cálculo impreciso,
No crepúsculo constante,
No vampiro indeciso.

Há de haver sentimento,
Tendo infelicidade,
Havendo contentamento,
Há de ter imensa idade.

Podendo sentir afeto,
Podendo sentir amores,
Podendo causar calores.

No amor, do vampiro amante,
Há de ter facilidade,
Por haver tamanha idade.



Rafaela Bueno.